Wanderlei reage e deixa claro que não gosta de Laurez nem quer sua permanência no Palácio
O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) endureceu o discurso após a alfinetada da ex-senadora Kátia Abreu ao comentar o imbróglio envolvendo a retirada do gabinete do vice-governador Laurez Moreira (PSD) do Palácio Araguaia. A resposta foi dada durante um evento no Jalapão, nesta sexta-feira (16), e marcou a manifestação mais contundente do governador desde o início da polêmica sobre o “despejo” do gabinete do vice.
Logo no início da fala, Wanderlei fez referência direta à postagem de Kátia Abreu nas redes sociais. “Ontem mesmo eu vi uma mensagem de uma ex-senadora me xingando, me maltratando, porque ela disse que eu tirei o vice-governador de dentro do Palácio”, afirmou. Em seguida, sustentou que a sede do Executivo estadual é um espaço exclusivo do chefe do governo. “O Palácio é o lugar do governador trabalhar. O vice-governador trabalha na Vice-Governadoria, que pode funcionar em qualquer prédio público do Estado”, declarou.
Na sequência, o governador afirmou que a decisão foi motivada pelo rompimento político com Laurez Moreira. “Ele conspirou contra o meu governo, contra a minha pessoa e contra a minha família. Eu não quero conviver no mesmo lugar com a pessoa que eu não gosto, com quem eu não convivo”, disse. Segundo Wanderlei, a medida teve como objetivo evitar qualquer convivência institucional. “Eu só pedi para que o retirassem do meu ambiente de trabalho, porque eu não queria a convivência com quem me traiu”, reforçou.
Para justificar a decisão, o governador recorreu a comparações com outras esferas de poder. Citou a Prefeitura de Palmas, onde o gabinete do vice-prefeito funciona fora do prédio principal do Executivo, e também a Presidência da República. “Vá ao Palácio do Planalto para ver se o vice-presidente está dentro do Palácio. Quem trabalha lá é o presidente. O vice tem a Vice-Presidência”, afirmou. No plano federal, porém, o vice-presidente Geraldo Alckmin exerce funções ativas e acumula o cargo com o de ministro de Estado.
O paralelo com a capital também carrega uma leitura política. Em Palmas, prefeito e vice se distanciaram após o afastamento do titular por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Durante o período em que o vice assumiu interinamente, promoveu mudanças administrativas que acirraram o conflito. Com o retorno do prefeito ao cargo, o vice perdeu espaço na gestão.
Por “AF Noticias”






