Jovens são presos por integrar ‘império de golpes’ na internet que faturou mais de R$ 6 milhões
Operação Falso Império também apreendeu quatro veículos e uma moto em Araguatins
Dois jovens suspeitos de integrar uma organização criminosa cibernética que teria obtido mais de R$ 6 milhões com golpes aplicados pela internet foram presos em Araguatins, no Bico do Papagaio. Segundo a Polícia Civil, o grupo atua no mercado digital há pelo menos cinco anos e possui alcance interestadual.
As prisões de L.M.B., de 22 anos, e J.B.A.M., de 23, ocorreram na tarde de quarta-feira (26/08), durante a segunda fase da Operação Falso Império, deflagrada pela 10ª Delegacia de Polícia de Araguatins.
Os investigados foram localizados em diferentes pontos da cidade e presos preventivamente por determinação da Justiça. A operação foi realizada de forma integrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO).
A investigação apura crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
Investigação começou com boletim registrado em Araguatins
O esquema começou a ser desvendado em 2024, após o registro de um boletim de ocorrência que deu origem a um inquérito na 10ª Delegacia de Araguatins.
Conforme a Polícia Civil, o avanço das apurações revelou uma estrutura criminosa considerada sofisticada, voltada à aplicação de golpes pela internet em diferentes estados.
Os investigadores estimam que o grupo atuava havia pelo menos cinco anos e teria acumulado mais de R$ 6 milhões com as fraudes eletrônicas.
As prisões realizadas nesta segunda fase são desdobramentos da primeira etapa da Operação Falso Império, deflagrada em 14 de julho de 2026. Naquela ocasião, a Polícia Civil prendeu o homem apontado como líder da organização.
Quatro veículos e uma motocicleta apreendidos
A ofensiva contra o grupo continuou na quinta-feira (27), quando policiais civis voltaram às ruas e apreenderam quatro veículos e uma motocicleta encontrados em endereços ligados aos investigados.
A suspeita é de que os bens tenham sido comprados com dinheiro obtido nos golpes ou utilizados para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita.
A apreensão patrimonial busca impedir a circulação dos valores supostamente obtidos com os crimes e preservar bens que poderão ser usados em eventual reparação dos prejuízos causados às vítimas.
Penas podem ultrapassar 20 anos
Os integrantes do grupo são investigados por estelionato qualificado mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Os crimes estão previstos no artigo 171, parágrafo 2º-A, do Código Penal; no artigo 2º da Lei nº 12.850/2013; e no artigo 1º da Lei nº 9.613/1998. Segundo a Polícia Civil, a soma das penas previstas pode superar 20 anos de prisão.
Depois dos procedimentos realizados na 3ª Central de Atendimento da Polícia Civil de Araguatins, os dois presos foram encaminhados à Cadeia Pública local, onde permanecem à disposição da Justiça.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes, vítimas e valores movimentados pelo grupo. Os suspeitos têm direito à ampla defesa e devem ser considerados inocentes até eventual condenação definitiva.
Do ‘AF Noticias’





