Filhote de onça pintada é novo morador de BioParque
O BioParque Vale Amazônia, na Serra dos Carajás, em Parauapebas (PA) ganhou um novo morador: uma oncinha com genética do cerrado que nasceu graças ao trabalho de reprodução da espécie conduzido pelos profissionais do parque.
O nascimento é considerado um marco para a conservação da onça-pintada, espécie ameaçada de extinção e representa mais um passo importante para garantir a sobrevivência desse símbolo da biodiversidade brasileira.
A gestação da onça-pintada dura entre três e quatro meses e, em geral, resulta no nascimento de até dois filhotes. Nos últimos doze anos, o BioParque Vale Amazônia contabiliza sete registros de nascimento.
Em 2014 vieram ao mundo Thor e Pandora (genética amazônica); dois anos depois nasceram as irmãs Sheila e Leila (onças-pintadas melânicas de genética amazônica); e em 2022, o parque celebrou o nascimento de um casal de filhotes Rhudá e Rhuana (genética do cerrado).
Agora, a chegada do filhote de onça macho do casal Marília e Zezé de genética do cerrado, já integrados ao plantel do BioParque, reforça a trajetória de êxito da instituição na conservação da espécie.
A expectativa é que o filhote deixe a área interna do recinto, onde recebe cuidados especiais por ser recém-nascido, e possa ser apresentada ao recinto ainda neste primeiro semestre, afirma Nereston de Camargo, veterinário do BioParque Vale Amazônia.
“O nascimento de um animal ameaçado de extinção reforça a importância de projetos de conservação da biodiversidade. No BioParque Vale Amazônia, o trabalho contínuo para garantir bem-estar físico e comportamental cria condições adequadas para a reprodução destas espécies. E é motivo de orgulho ver que esse esforço responsável tem gerado resultados concretos para a conservação da fauna brasileira”.
Ao atingir a fase adulta, a onça-pintada, que é o maior felino das Américas, pode chegar até 1,90 metro de comprimento e 80 centímetros altura, podendo atingir 135 quilos.
Referência em Conservação
Ao longo de quase 41 anos de história, o BioParque Vale Amazônia consolidou-se como um dos principais centros de pesquisa, conservação e educação sobre a fauna silvestre no Brasil.
O espaço já registrou nascimentos de diversas espécies ameaçadas de extinção, como Ararajuba, Arara-Azul, Jacupiranga, Mutum-de-Penacho, Gavião-Real, Onça-Pintada (pelagem amarela e melânica), Onça-Parda, Queixada, Caititu, Guariba-de mãos-ruivas e Anta.
Nos últimos anos, o parque também foi pioneiro no Brasil ao reproduzir uma harpia em exibição e contribuiu com o Programa de Reintrodução das Ararajubas em Belém.





