Maranhão Polícia

Investigações: Operação contra fraudes eletrônicas cumpre mandados em Imperatriz

Uma operação conjunta das polícias civis do Maranhão e de São Paulo foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (18) para desarticular um grupo suspeito de atuar em fraudes eletrônicas. O esquema teria causado um prejuízo de R$ 315.088,84 a uma instituição financeira digital.

De acordo com as investigações conduzidas pelo 4º Departamento de Crimes Cibernéticos (4ª DCCIBER), ligado ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo, os criminosos utilizavam documentos falsificados associados a dados reais de terceiros para abrir contas bancárias de forma fraudulenta.

Após a abertura das contas, o grupo contratava empréstimos por meio da antecipação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os valores obtidos eram rapidamente desviados por transferências via PIX, além de saques e compras, dificultando o rastreamento do dinheiro.

As apurações indicam ainda que os recursos eram fragmentados em diversas transações de menor valor, incluindo operações iniciais de teste, estratégia usada para driblar mecanismos de segurança do sistema financeiro.

O avanço das investigações permitiu a identificação de dois suspeitos com atuação relevante no esquema, ambos com ligação com o município de Imperatriz, onde foram detectadas movimentações financeiras e beneficiários diretos.

Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Ao todo, foram cumpridos três mandados em Imperatriz, além da prisão em flagrante de uma pessoa por posse ilegal de arma de fogo.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, como notebooks, celulares, tablets, máquinas de cartão e dispositivos de armazenamento. Também foram encontrados armamentos — incluindo um revólver calibre .38, uma pistola modelo FN M1905 e uma espingarda calibre .22 — e R$ 160 mil em dinheiro.

A ação contou com a participação de equipes da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), além de unidades especializadas e da Guarda Municipal. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento do esquema criminoso.

Fonte: PCMA

Arimatéia Jr.

Arimatéia Jr.

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