Irmãs acusadas de matar dono de cartório vão a júri popular, em março
A justiça determinou que as irmãs Aleyna Martins de Carvalho e Alyssa Martins de Carvalho devem ir a júri popular, no dia 26 de março, às 9h. As irmãs são acusadas de assassinar o cartorário Luiz Fernando Alves Chaves em dezembro de 2021, em Rubiataba, na região central do estado de Goiás.
Procurada pela reportagem, a defesa de Alyssa Martins de Carvalho, que na época era esposa de Luiz, informou que confia na instituição do tribunal do júri e que todas as provas de inocência da acusada serão apresentadas e comprovadas no plenário.
A defesa de Aleyna Martins de Carvalho informou que Aleyna não tem qualquer participação nestes fatos e, ainda assim, está presa há mais de um ano. Por isso, a defesa espera que ela seja inocentada pelo júri.
As duas mulheres foram presas em 15 de dezembro de 2023, e foram encaminhadas para a Central de Triagem em Aparecida de Goiânia.
Relembre o caso
De acordo com informações do inquérito policial, uma das irmãs era casada com Luiz Fernando Alves Chaves desde 2012. Entretanto, em outubro de 2021, a mesma começou a ter uma relação homoafetiva com uma amiga do casal, o que não era aceito por Luiz Fernando, que desejava manter o casamento e chegou a pedir que as duas se afastassem.
Segundo o documento, diante da postura de Luiz Fernando e sabendo que ele possuía um seguro de vida e bens patrimoniais, as duas resolveram matá-lo para que pudessem manter o relacionamento e ter estabilidade financeira diante do dinheiro do seguro de vida e demais bens de Luiz Fernando.
Foi então que, conforme as investigações, a esposa de Luiz expressou a intenção de cometer o crime com sua irmã, que prontamente aderiu à ideia, e instigou a mesma a seguir adiante.
Narra o inquérito que no início do mês de dezembro de 2021, a esposa de Luiz Fernando e a então amante contrataram pessoas para executar o crime. A orientação repassada pelo homem que contratou os dois homens que mataram Luiz Fernando foi de simular um latrocínio – roubo seguido de morte.
Para isso, no dia anterior ao crime, a esposa de Luiz Fernando entregou o controle do portão e a chave da residência, os quais foram repassados ao homem que contratou os dois homens que mataram e, posteriormente, a eles.
No dia do crime, a esposa de Luiz Fernando foi à igreja com os filhos do casal para deixá-lo sozinho em casa. Foi a irmã da esposa quem confirmou que ela já tinha saído de casa com os filhos para que o plano fosse executado.
O corpo do tabelião Luiz Fernando Alves Chaves, de 40 anos, titular do Cartório de Registro de Imóveis de Rubiataba, foi encontrado em um canavial de Uruana, município do Vale do São Patrício, na madrugada do dia 29 de dezembro de 2021.
Um suposto sequestro teria acontecido em sua casa na noite anterior, quando dois homens entraram no local utilizando o próprio controle do portão eletrônico da residência. Segundo a investigação, os executores receberiam R$ 5 mil e a caminhonete da vítima pelo crime. A esposa da vítima seria a suposta mentora do assassinato.
As duas suspeitas, a esposa e a irmã, juntamente com os demais suspeitos de participação no crime, já haviam sido presos pela Polícia Civil. Em outubro de 2022, entretanto, as duas foram soltas. À ocasião, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) afirmou que as duas cumpriam pena e eram monitoradas com tornozeleira eletrônica.
Nota de defesa de Alyssa Martins de Carvalho (esposa do cartorário):
Auro Jayme, advogado da acusada, manifesta que confia na instituição do tribunal do júri e que todas as provas de inocência daacusada serão apresentadas e comprovadas no plenário.
Nota de defesa de Aleyna Martins de Carvalho (irmã da esposa):
A defesa de Aleyna – representada pelo advogado Rodrigo Lustosa – espera que ela seja inocentada pelo júri. Aleyna não tem qualquer participação nestes fatos e, ainda assim, está presa há mais de um ano. Apenas sua absolvição poderá reparar, mesmo que parcialmente, a brutal injustiça a que ela se encontra submetida.






