PF cumpre mandado contra investigado por abuso e exploração sexual infantil pela internet
A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (19), um mandado de busca e apreensão em Timbiras, no Maranhão, contra um investigado por abuso sexual infantil pela internet. A ação integra a Operação Conteúdo Proibido 20, que apura crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente virtual.
Além do mandado cumprido no Maranhão, outros três mandados de busca e apreensão foram realizados em áreas rurais de Minas Gerais. Segundo a Polícia Federal, o objetivo da operação é reunir provas sobre a autoria e a materialidade dos crimes investigados.
Operação apura abuso sexual infantil pela internet
Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal apreendeu equipamentos de informática e mídias de armazenamento. O material recolhido será encaminhado para perícia criminal federal.
Na perícia, os dados serão extraídos e analisados pelos investigadores. A apuração busca identificar possíveis novas vítimas, além de outros envolvidos nos crimes de abuso sexual infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes pela internet.
A Polícia Federal informou que a investigação segue em andamento. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a identidade do investigado no Maranhão.
Equipamentos apreendidos passarão por perícia
Os equipamentos apreendidos durante a Operação Conteúdo Proibido 20 devem ajudar a esclarecer se houve produção, venda, armazenamento ou compartilhamento de material com cena de abuso sexual infantil.
De acordo com a PF, a análise pericial é uma etapa fundamental para verificar o conteúdo dos dispositivos e confirmar a participação dos investigados nos crimes apurados.
Entre os materiais apreendidos estão:
- equipamentos de informática;
- mídias de armazenamento;
- dispositivos eletrônicos que serão analisados pela perícia.
PF alerta pais sobre riscos na internet
A Polícia Federal também reforçou a importância do acompanhamento de pais e responsáveis no uso da internet por crianças e adolescentes. Segundo a instituição, a orientação sobre os riscos no ambiente virtual é essencial para prevenir situações de abuso sexual infantil e exploração sexual.
A PF destaca que o diálogo dentro de casa e a supervisão das atividades on-line podem ajudar a proteger crianças e adolescentes de abordagens criminosas.
Investigados podem responder por crimes previstos no ECA
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), relacionados à produção, venda, armazenamento e compartilhamento de material com cena de abuso sexual infantil.
Somadas, as penas máximas para esses delitos podem ultrapassar 24 anos de prisão.





