STF apura se Weverton Rocha atuou para atrapalhar investigação de assassinato no Maranhão
Um inquérito em trâmite no Supremo Tribunal Federal apura se Weverton Rocha (PDT-MA) atuou junto ao ministro do STJ Humberto Martins com o objetivo de atrapalhar investigações no Maranhão.
A suspeita ganhou contornos mais concretos nesta sexta-feira (14), quando uma decisão do ministro Flávio Dino foi tornada pública. Assim, no documento, o magistrado descreve uma rede criminosa em atuação no estado.
No eixo da apuração está uma conversa telefônica. Nesse sentido, em 2 de junho de 2025, o senador e o ministro do Superior Tribunal de Justiça mantiveram uma ligação de cerca de cinco minutos. No mesmo dia, Humberto Martins ordenou a transferência de Gilbson Júnior para Brasília.
Processo parado no STJ
A transferência determinada por Humberto Martins acabou sendo a última movimentação relevante do caso: depois dela, o processo ficou paralisado no STJ.
Assim, a coincidência de datas, entre a ligação e a ordem de transferência, é justamente o ponto que chamou a atenção da investigação conduzida no Supremo.
Assassinato durante reunião sobre propina
A decisão de Flávio Dino também recupera um episódio de 2022. Naquele ano, João Bosco Pereira foi assassinado no Maranhão durante uma reunião que tratava da divisão de propina.
Após o crime, as câmeras de segurança que registrariam o trajeto entre a delegacia e o instituto de perícia desapareceram.
Dinheiro vivo e tentativa de manipular relato
Por fim, outro trecho aponta para movimentações destinadas a interferir na apuração. Raimundo Cutrim foi gravado orientando o pai de Gilbson Júnior a mentir.
Além disso, Cutrim teria entregado R$ 160 mil em dinheiro vivo à família, em nome de Marcus Brandão.
Por Marina Finelli






