ARAGUATINS: Padrasto é condenado a 40 anos por estuprar enteada e agredir irmão dela com arame farpado
Um homem foi condenado a 40 anos de prisão por abusar sexualmente da enteada durante aproximadamente quatro anos e submeter o irmão dela a agressões físicas frequentes em Araguatins. Segundo o Ministério Público do Tocantins (MPTO), os crimes ocorreram de forma reiterada dentro do ambiente familiar.
A sentença, proferida na última terça-feira (29/09), determinou o cumprimento inicial da pena em regime fechado e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. A Justiça também fixou em R$ 50 mil o valor da reparação às vítimas.
Abusos teriam começado aos 12 anos
Em depoimento, a enteada relatou que os abusos começaram quando tinha 12 anos e se prolongaram por cerca de quatro anos.
Segundo a vítima, inicialmente o padrasto a chamava para sentar em seu colo e tocava seu corpo, primeiro por cima das roupas e depois por baixo delas. Ela também relatou que, posteriormente, ocorreram conjunções carnais durante o período de abusos.
O relato da adolescente foi um dos elementos considerados no processo que resultou na condenação.
Ameaças, medo e controle
A vítima afirmou que o padrasto exercia pressão para impedir que ela revelasse os abusos. Segundo o depoimento, ele dizia que ninguém acreditaria em sua palavra e mantinha vigilância e controle sobre a menina.
Ela também contou que passou a sofrer episódios de ansiedade e alterações de comportamento, tornando-se mais fechada, isolada e triste durante o período em que os fatos ocorreram.
Irmão relata agressões quase diárias
O irmão da vítima também relatou ter sido alvo de violência dentro de casa. Conforme seu depoimento, as agressões aconteciam praticamente todos os dias e eram praticadas com diferentes objetos que o padrasto encontrasse à disposição.
Entre os instrumentos citados estão cinto de couro e pedaços de arame farpado.
Condenação
Na ação penal, o Ministério Público atribuiu ao acusado os crimes de estupro de vulnerável, estupro qualificado e maus-tratos. Segundo o MPTO, as teses apresentadas pela acusação foram acolhidas pela Justiça.
O processo foi conduzido pela 1ª Promotoria de Justiça de Araguatins, que tem como titular o promotor de Justiça Paulo Sérgio Ferreira de Almeida.
Por ‘AF Noticias’





