Política

Após ataques a jornalistas, Sindjor e Fenaj cobram respeito à liberdade de imprensa no Tocantins

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins (Sindjor-TO) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgaram nota conjunta de apoio aos profissionais da imprensa e em defesa do direito à informação após episódios de ameaças, xingamentos, constrangimentos e tentativas de intimidação contra jornalistas no estado.

Segundo a nota, quatro profissionais foram atacados em uma semana. A manifestação alerta que o ambiente de polarização, especialmente durante o período eleitoral, tem ampliado a hostilidade contra trabalhadores da imprensa.

No documento, as entidades afirmam que ameaçar um jornalista por fazer perguntas ou apurar informações não atinge apenas o profissional, mas também o direito da população de ter acesso aos fatos.

“Toda vez que um jornalista é ameaçado por fazer uma pergunta, a população também é atingida em seu direito de saber. Quando um profissional é intimidado para deixar de apurar ou divulgar uma informação, o que se tenta calar é uma voz que trabalha a serviço da sociedade”, afirma a nota.

Entidades citam ameaças e constrangimentos

Sindjor-TO e Fenaj manifestaram solidariedade aos jornalistas e afirmaram que o trabalho da imprensa tem sido confrontado com episódios de intimidação e agressividade.

“Divergências políticas não justificam agressões. A insatisfação com uma pergunta ou uma reportagem não autoriza ninguém a ameaçar quem exerce seu trabalho”, destacaram.

As entidades também ressaltaram que agentes públicos e candidatos a cargos eletivos devem estar preparados para prestar esclarecimentos e responder a questionamentos de interesse da sociedade.

“Quem ocupa um cargo público ou pede o voto da população deve estar preparado para prestar esclarecimentos e responder a questionamentos. O poder traz responsabilidades. Não concede licença para humilhar, intimidar ou tentar silenciar jornalistas”, afirma a nota.

Críticas devem ser feitas com respeito

No documento, Sindjor-TO e Fenaj reconhecem que o jornalismo está sujeito a críticas e tem o dever de corrigir eventuais erros, mas ressaltam que discordâncias devem ser apresentadas com argumentos e respeito.

“O jornalismo está sujeito à crítica e tem o dever de corrigir erros. Isso faz parte de seu compromisso ético. Mas críticas devem ser feitas com argumentos e respeito. Nenhuma discordância pode servir de justificativa para violência ou perseguição”, afirmaram.

Entidades pedem apoio da sociedade

Sindjor-TO e Fenaj conclamaram a população a rejeitar a normalização de ataques contra jornalistas e reforçaram que a liberdade de imprensa está diretamente relacionada ao direito da sociedade de fiscalizar decisões públicas e formar suas próprias opiniões.

“Independentemente de preferência política, todos precisam de informação confiável para conhecer seus direitos, fiscalizar decisões e escolher seus representantes. Quando o medo limita o trabalho da imprensa, toda a sociedade perde”, diz a nota.

Ao final, as entidades reafirmaram apoio aos profissionais e o compromisso com a defesa da segurança, da dignidade e da liberdade de atuação dos jornalistas.

“Perguntar é trabalho. Informar é compromisso. Respeitar os jornalistas é respeitar o direito da população de saber”, conclui o documento.

Por ‘AF Noticias’

Arimatéia Jr.

Arimatéia Jr.

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