Maranhão Política

Carlos Brandão pede que Supremo barre apuração enviada por Dino após negativa de Toffoli

A equipe jurídica de Brandão pede que Toffoli mude de ideia ou repasse o caso para julgamento do conjunto de ministros da Corte

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar travar uma investigação aberta contra ele. O recurso foi apresentado após o ministro Dias Toffoli rejeitar um pedido anterior feito pela defesa do governador, que buscava encerrar ou transferir a apuração. Agora, a equipe jurídica de Brandão pede que Toffoli mude de ideia ou repasse o caso para julgamento do conjunto de ministros da Corte.

Tudo começou quando o ministro Flávio Dino determinou o envio de documentos para a Polícia Federal iniciar as apurações relacionadas a Brandão. No entanto, os advogados do governador sustentam que a investigação nasceu com irregularidades jurídicas. O principal argumento da defesa é que, segundo a legislação brasileira, denúncias contra chefes de Executivo estadual precisam ser julgadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não tramitar de forma direta no STF ou sob controle da Polícia Federal.

Em agosto, Dias Toffoli rejeitou a solicitação por entender que o pedido não reunia as condições técnicas necessárias e que tratava apenas de um caso individual do governador. A defesa rebateu essa tese no novo recurso, afirmando que a discussão vai além da situação pessoal de Brandão e define limites importantes sobre até onde o poder federal pode investigar governantes de outros estados.

Pra reforçar o pedido, a defesa mencionou posicionamentos da própria Procuradoria-Geral da República (PGR) que indicariam o STJ como a instância correta para tratar do assunto. Além disso, argumentaram que as apurações a ultrapassaram o gabinete do governador, resultando no afastamento do presidente do Tribunal de Contas da União do Estado do Maranhão (TCE-MA).

Os advogados também criticaram a atuação da Polícia Federal, afirmando que o órgão enviou um pedido direto com prazo de cinco dias para que o governo estadual entregasse documentos de órgãos internos. Segundo o recurso, a PF não tem autorização para fazer esse tipo de cobrança sem ordem judicial prévia, o que representaria uma violação da autonomia do estado do Maranhão. Outro ponto questionado foi a utilização de matérias de imprensa para fundamentar os pedidos de investigação.

Com o recurso, Carlos Brandão busca suspender todas as etapas da apuração até que o plenário do STF estabeleça as regras claras sobre como e por qual tribunal um governador de estado pode ser investigado.

Arimatéia Jr.

Arimatéia Jr.

About Author

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may also like

Política

PRAIA NORTE: Município garante 75 casas populares por meio do Minha Casa Minha Vida

O anúncio foi feito nesta terça-feira (4), em Brasília, pelo secretário municipal de Relações Institucionais, Ho Che Min, que destacou
Política

Vice-governador cumpre agenda em Imperatriz e Região

Pela manhã, ao lado do prefeito Rildo Amaral, participou de uma agenda na Prefeitura Por: Carlos Leen O vice-governador do Maranhão,