Prefeito afastado Eduardo Siqueira recebe alta após infarto, mas seguirá preso em casa

O prefeito afastado de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), recebeu alta médica na manhã desta sexta-feira (11), após três dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de Palmas (HGP). Ele havia sido submetido a uma angioplastia para desobstrução de uma artéria coronariana, após sofrer um infarto enquanto estava custodiado no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar do Tocantins.
Segundo boletim médico, o quadro clínico de Eduardo evoluiu de forma favorável. “Diante da estabilidade do quadro, da recuperação satisfatória e considerando as condições adequadas para continuidade do restabelecimento em ambiente domiciliar, o paciente recebeu alta hospitalar”, informou o HGP.
O prefeito afastado continuará o tratamento em casa, em regime de prisão domiciliar, conforme decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O benefício foi concedido por razões humanitárias, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, diante da gravidade do quadro de saúde e da ausência de estrutura adequada no sistema prisional.
INFARTO E PROCEDIMENTO
Eduardo passou mal na madrugada de terça-feira (8), enquanto estava detido por ordem do STF, no âmbito da Operação Sisamnes, que investiga o vazamento de informações sigilosas do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Após sentir fortes dores no peito, ele foi socorrido pelo Samu e levado ao HGP.
No hospital, foi diagnosticado com Infarto Agudo do Miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAM sem supra) e passou por cateterismo de emergência, que detectou uma obstrução significativa em uma artéria principal do coração. Foi realizada uma angioplastia com implante de stent coronariano.
Durante a internação, Eduardo permaneceu consciente, estável e sob observação intensiva devido ao risco de arritmias cardíacas graves. Após 72 horas na UTI, foi liberado para continuar o tratamento em casa, sob monitoramento médico e judicial.
PRISÃO DOMICILIAR MANTIDA
Com a decisão do STF, Eduardo segue proibido de exercer funções públicas, manter contato com os demais investigados ou deixar o país. Segundo o advogado de defesa, Juvenal Klayber, a próxima etapa será pedir a revogação da prisão preventiva.
“Temos plena confiança na Justiça e na comprovação de que Eduardo não teve envolvimento com os fatos apontados”, afirmou o advogado.
A Prefeitura de Palmas reforçou que os fatos investigados não envolvem a atual gestão municipal. Desde a prisão do prefeito afastado, o vice-prefeito Carlos Velozo (Agir) está no comando da administração.
OUTROS INVESTIGADOS
Além de Eduardo Siqueira, também foram presos na operação o policial civil Marco Augusto Velasco Nascimento Albernaz e o advogado Antônio Ianowich Filho.
Na madrugada de quinta-feira (10), Marco Augusto também passou mal enquanto estava sob custódia e precisou ser levado à UPA Sul, em Palmas. Após atendimento médico, foi medicado e retornou ao alojamento onde está detido. A causa do mal-estar não foi divulgada.