Polícia

Darcinópolis: Após prisão, ex prefeito alega ‘perseguição política’ e cita parentesco entre delegado e prefeito

O ex-prefeito de Darcinópolis Jackson Soares afirmou estar sendo vítima de “perseguição política” após ser conduzido à delegacia durante a Operação Pedra Furada, deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins nesta quinta-feira (27).

Ao chegar à 5ª Central de Atendimento da Polícia Civil, em Araguaína, Jackson relacionou a operação ao cenário político de Darcinópolis. Segundo ele, o objetivo seria retirá-lo de uma futura disputa pela Prefeitura.

“Na verdade, eu estou sofrendo uma perseguição política em Darcinópolis, pelo fato de eu estar liderando as pesquisas ainda para prefeito que vai acontecer. E o delegado é primo do prefeito de Darcinópolis e irmão do secretário de Governo. Então, a intenção deles hoje é tentar me tirar do quadro político”, declarou..

Por outro lado, o ex-prefeito afirmou que recebeu tratamento respeitoso dos policiais durante a condução. “Fui muito bem tratado pelos companheiros daqui”, ressaltou.

Questionado sobre qual crime teria motivado sua condução, Jackson respondeu que ainda tentava entender a situação.

“Não sei, estou tentando descobrir aqui”, afirmou.

A declaração foi dada antes da informação oficial de que ele havia sido autuado em flagrante por posse irregular de munição de uso permitido.

Prisão ocorreu após apreensão de munições

Segundo a Polícia Civil, as ordens expedidas pelo Tribunal de Justiça do Tocantins eram de busca e apreensão e de bloqueio patrimonial. Durante o cumprimento de um dos mandados na residência do ex-prefeito, os agentes encontraram munições de calibre .22.

Jackson foi levado à Central de Atendimento da Polícia Civil e autuado em flagrante. Portanto, a prisão ocorreu em razão das munições encontradas durante as buscas, e não pelo cumprimento de um mandado de prisão relacionado diretamente às suspeitas de desvios de recursos públicos.

A Operação Pedra Furada cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre supostas irregularidades ocorridas em Darcinópolis entre 2016 e 2024.

Operação reúne 11 inquéritos

As investigações são conduzidas pela 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado de Araguaína e reúnem 11 inquéritos policiais. Dez deles foram instaurados a partir de procedimentos encaminhados pela Procuradoria-Geral de Justiça do Tocantins.

A Polícia Civil apura, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, fraude em licitações, desvio de recursos públicos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. As suspeitas envolvem ex-agentes públicos, servidores, empresários e particulares.

Uma das frentes investiga o possível desvio de aproximadamente R$ 1 milhão em recursos federais destinados ao enfrentamento da Covid-19. Também são apurados pagamentos superiores a R$ 3,6 milhões relacionados à manutenção da frota municipal, contratos por serviços que não teriam sido executados e possíveis irregularidades no Concurso Público nº 001/2023.

A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 2 milhões em ativos financeiros e o sequestro de cinco imóveis, seis veículos, uma máquina perfuratriz de poços artesianos e um rebanho bovino registrado em nome de terceiro. Os fatos continuam sob investigação e ainda não houve julgamento definitivo.

Por ‘AF Noticias’

Arimatéia Jr.

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