Pix por aproximação terá limite flexível após nova regra do Banco Central
O Banco Central anunciou mudanças nas regras do Pix por aproximação e determinou o fim do limite padrão de R$ 500 para esse tipo de operação
O Banco Central anunciou mudanças nas regras do Pix por aproximação e determinou o fim do limite padrão de R$ 500 para esse tipo de operação. A medida amplia a autonomia dos usuários, que passarão a definir os próprios limites de movimentação conforme suas necessidades e preferências de segurança.
A alteração foi oficializada por meio de uma instrução normativa publicada nesta semana e entrará em vigor em 1º de outubro. A partir dessa data, bancos, cooperativas e demais instituições financeiras participantes do sistema deverão oferecer aos clientes a possibilidade de aumentar ou reduzir o valor máximo permitido para pagamentos realizados por aproximação.
Com a mudança, deixa de existir um teto único válido para todos os usuários. Cada correntista poderá configurar os limites diretamente junto à instituição financeira, adotando valores mais altos para maior praticidade ou limites menores para reforçar o controle das transações.
Segundo o Banco Central, a medida busca ampliar a flexibilidade do sistema e adequar o serviço aos diferentes perfis de consumidores. A expectativa é que a personalização contribua para estimular o uso do Pix por aproximação em compras de maior valor, sem abrir mão dos mecanismos de segurança oferecidos pelas instituições.
A modalidade foi lançada em fevereiro de 2025 e funciona de maneira semelhante aos cartões com tecnologia de pagamento por aproximação. O usuário apenas aproxima o celular ou dispositivo compatível da maquininha para concluir a operação, sem necessidade de leitura de QR Code.
Desde sua implementação, o recurso vem sendo incorporado gradualmente ao mercado financeiro brasileiro. No entanto, algumas limitações tecnológicas ainda impedem que a funcionalidade esteja disponível em determinados dispositivos, como alguns modelos de smartphones que utilizam sistemas com restrições de integração.
O Banco Central avalia que a evolução do Pix por aproximação faz parte do processo contínuo de modernização dos meios de pagamento no país. A ferramenta se soma a outras funcionalidades já incorporadas ao sistema, que se consolidou como um dos principais meios de transferência e pagamento utilizados pelos brasileiros.
Com a nova regra, as instituições financeiras terão os próximos meses para adaptar seus sistemas e disponibilizar aos clientes mecanismos simples para configuração dos limites. A intenção é oferecer mais liberdade de escolha, mantendo o controle das operações nas mãos dos usuários.
A expectativa do setor é que a flexibilização impulsione ainda mais a adoção da modalidade, especialmente em compras presenciais, fortalecendo o Pix como alternativa aos cartões tradicionais e ampliando as opções de pagamento disponíveis no mercado.





